ENQUANTO HELDER E TYRONE SE AFINAM NA MÚSICA, CORRINHA E ZÉ ALDEMIR ERRAM O PASSO DA DANÇA!

A política, de fato, tem muitas idas e vindas e é recheada de surpresas no caminho. E a prova viva dessa afirmativa é o que está acontecendo em Sousa e Cajazeiras, grandes municípios, cidades-polo do sertão, com grande expressão eleitoral na Paraíba.
É que Tyrone e Helder Carvalho raramente não falam a "mesma língua", mantendo-se quase 100% afinados no projeto atualmente encabeçado pelo ex-prefeito de Sousa: o de chegar a deputado federal.
Já em Cajazeiras a coisa parece ser outra. Sem mensagens de Natal e de Feliz Ano-Novo, Zé Aldemir mostrou-se muito chateado, pois sua antes aliada inquestionável não o parabenizou nem pelo seu aniversário. E olhe que a data era de muita importância, pois não é todo dia que se vê uma pessoa completar 80 anos de idade.
Se a aproximação entre Corrinha e Aldemir foi ferida de morte, isso eu não sei dizer, mas que o velho político sertanejo continua muito vivo, isso é inegavelmente confirmado pelo seu nome amplamente estadualizado.
Como as nuvens no céu, a política é mutável: vive dias de sol radiante e de céu fechado, disso todo mundo sabe. Porém, adivinhar que essa situação de constrangimento fosse acontecer logo com o ex-prefeito de Cajazeiras, no início do mandato da prefeita que ele (Aldemir) ajudou significativamente a eleger, sinceramente, é até certo ponto surpreendente. Esse "registro meteorológico" está mais para tempestade do que para tempo nublado.
Tem gente da imprensa sertaneja apregoando aos quatro cantos da Paraíba que o tratamento de Corrinha Delfino com Júnior Araújo tem sido de total afinamento, enquanto Zé Aldemir está ficando só nas palavras de reconhecimento público, em forma de gratidão, pelas oportunidades oferecidas à prefeita quando ainda nem era política nas "Terras de Cajazeiras".
E, como é natural da política, já deve haver muitos fuxicos e intrigas. Se Corrinha e Aldemir não afinarem o passo da dança, alguém vai sair com os "pés" muito machucados até o toque final da música, pelo movimento desarticulado entre ambos os lados, trazendo, possivelmente, enorme prejuízo para representação do município.
Por Vicentinho Almeida
