ENTRE A ACUSAÇÃO DE INGRATIDÃO E A DEFESA DE PRESSÃO DESORDENADA, CAJAZEIRAS VIVE A CRISE DO ROMPIMENTO DE CORRINHA DELFINO E ZÉ ALDEMIR!

O rompimento entre a prefeita Corrinha Delfino e o ex-prefeito Zé Aldemir abriu uma das maiores crises políticas recentes em Cajazeiras e já começa a provocar efeitos diretos no cenário eleitoral de 2026 e até mesmo na futura disputa pela Prefeitura.
Enquanto aliados de Zé Aldemir reclamam de exonerações e afastamentos dentro da atual gestão, o silêncio do governador Lucas Ribeiro e do deputado federal Aguinaldo Ribeiro chama atenção e aumenta ainda mais as especulações nos bastidores políticos. Afinal, ambos sempre tiveram em Zé Aldemir um dos principais aliados no Sertão e agora evitam qualquer manifestação pública sobre a crise.
Nos bastidores, cresce a avaliação de que um dos maiores beneficiados com o rompimento é justamente o deputado Júnior Araújo, que passa a ganhar mais espaço político dentro do grupo governista em Cajazeiras e, também, fica com apoio integral para seu projeto de reeleição para deputado.
Ao mesmo tempo, o rompimento também começa a estimular uma possível recomposição das forças de oposição no município. Nos bastidores já se fala em aproximações políticas envolvendo Zé Aldemir, Chico Mendes e Pablo Leitão, mirando a futura sucessão municipal em Cajazeiras.
Outra dúvida que começa a dominar o debate político é se Zé Aldemir possui musculatura eleitoral suficiente para conquistar uma vaga de deputado estadual sem o apoio da prefeita Corrinha Delfino e sem a força administrativa da Prefeitura de Cajazeiras. Para muitos analistas, essa será a principal prova de força política do ex-prefeito após o rompimento.
No centro da crise permanece uma pergunta insistente nos bastidores: o rompimento foi resultado de ingratidão política de Corrinha contra quem ajudou decisivamente em sua eleição? Ou a prefeita apenas tenta se afastar das pressões e da influência do ex-prefeito na tentativa de legitimar sua própria gestão e construir uma identidade administrativa independente?
Essa dúvida segue dividindo opiniões e pode definir não apenas os rumos da atual administração, mas também o futuro político de Cajazeiras nos próximos anos.
Por Vicentinho Almeida
