HUGO MOTTA HUMILHADO PELO IMPERIOSO ALEXANDRE "O GRANDE!"

Meus amigos,
A coisa está feia mesmo para as bandas de Brasília. Não há sequer um dia em que não haja notícia de ações de confronto entre os Poderes e de operações da PF que só não atingem o STF. A Praça dos Três Poderes agora vive dias de agonia, onde nem a imponente nomenclatura tem escapado da dura realidade também imposta pelo Supremo Tribunal Federal, que decide tudo, desde o marco temporal até o orçamento federal. Nessa cena grotesca, o STF defende os seus, achata os distantes e faz sucumbir, nas fortes correntezas do sistema, quem tenta nadar contra as águas imundas da injustiça, mesmo que esteja certo perante a Carta Magna brasileira.
Sem dor nem piedade, o Supremo Tribunal Federal fez do Congresso Nacional um poder insignificante, tirando-lhe aos poucos as competências atribuídas e abrindo uma ferida muito difícil de cicatrizar. Nessa seara de destruição das competências da Câmara Federal, Hugo Mota, presidente da Casa Baixa do Congresso Nacional, tem sido esmagado como massa de trigo antes de se transformar no pão que é mastigado e engolido.
Todos os atentos aos acontecimentos políticos devem lembrar do caso do deputado Ramagem, que, apesar da posição da Câmara Federal a favor do deputado em exercício, pelo trancamento total da ação por suposto "golpe de Estado", só teve parcialmente acatada a decisão da Câmara no caso. Agora, numa dúbia interpretação do art. 55, entre Câmara e STF, Hugo e seus pares são novamente humilhados e, certamente, serão obrigados a cassar o mandato da deputada Carla Zambelli, mesmo não tendo a decisão do plenário o número necessário para tirar o mandato de uma parlamentar federal. O Senado Federal, também recentemente, foi quase extinto por uma única canetada do ministro Gilmar Mendes, que lhe tirou — ainda bem que temporariamente — a competência de pedir o impedimento de ministros do STF.
Aos poucos, o Legislativo vai sucumbindo; e, com um Executivo morno e sem forças, a Praça dos Três Poderes vira piaba, diante do tamanho gigante do único que verdadeiramente manda: o Supremo Tribunal Federal.
Por Vicentinho Almeida
