“NÃO SOU CONTRA PROGRAMAS SOCIAIS, MAS ME RECUSO ACREDITAR QUE UM CIDADÃO DE BEM NÃO REJEITE O USO DA POBREZA COMO MOEDA ELEITORAL”

Meus amigos,
É fato que não sou o dono da verdade, mas também não sou tolo.
Constantes são os debates travados em diversos meios de comunicação, inclusive em rádios, a respeito dos programas sociais que o governo federal, seja qual for, tem aumentado e implementado com o falso objetivo de auxiliar emergencialmente as famílias em condições de vulnerabilidade.
O fim seria nobre se esses programas fossem entregues realmente a quem precisa, mas que também, atreladas a eles, fossem criadas portas de saída, com capacitação e inserção das pessoas em idade ativa no mercado de trabalho.
Mas, ao que parece, principalmente no atual governo, o principal objetivo é mesmo absorver mais gente e levar ao comodismo uma grande parte das pessoas em plena condição de trabalho, aleijando o mercado pela falta de mão de obra e escravizando eleitoralmente um contingente significativo de pessoas para sustentar um projeto de poder.
Não sou e nem nunca fui contra bolsas emergenciais, mas sou vítima de comentários injustos, nas redes sociais, pelo fato de defender que a educação, a capacitação da mão de obra e o trabalho são o único caminho para o desenvolvimento.
Para que se tenha uma ideia, a Região Nordeste tem 1.217.000 bolsistas e apenas 756.000 carteiras assinadas. Na Paraíba, há cerca de 500.000 carteiras assinadas e 616.000 bolsistas. Está certo isso?
Cadê o incentivo à industrialização da região? Cadê o incentivo ao pequeno, médio e microempreendedor para criar empregos e gerar mais renda?
Ao invés de fazer um trabalho de propulsão da economia, com incentivo ao trabalhador para se formalizar e sair das bolsas da vida, o governo aleija o mercado pelo comodismo e prejudica a economia em nome da manutenção de um projeto asqueroso de poder.
Bolsas para quem realmente precisa; incentivo ao trabalho e à dignidade a quem tem idade ativa e capacidade para ser absorvido pelo mercado.
Um governo responsável não oferece apenas acesso a programas sociais a quem precisa; também ajuda a gerar condições e caminhos para o desenvolvimento econômico e a dignidade do trabalhador, que conquista seu próprio sustento, alcança objetivos e realiza sonhos projetados em sua vida em consequência da prosperidade econômica.
Quem aleija e escraviza, pelo poder e para o poder, dizendo que está ajudando, é apenas mais um discípulo de Nicolau Maquiavel, que notabilizou-se pela frase: "Os fins justificam os meios!".
Por Vicentinho Almeida
