SERÁ QUE VENÉ NUNCA APOSTOU NA COMPETITIVIDADE DE ANDRÉ OU APENAS TENTA, ATUALMENTE, SE DEFENDER DO FISIOLOGISMO DA POLÍTICA DA PARAÍBA ?

OPINIÃO 

A política da Paraíba está tão misturada que é até difícil separar o joio do trigo. Não existe ideologia, apenas lados movidos por vantagens, negociatas e um fisiologismo de proporções nunca antes vistas em nosso Estado.

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Um dos exemplos é a pré-candidatura de André Gadelha ao Senado Federal, que, inicialmente impulsionada pelo senador Veneziano Vital do Rêgo, parece ter perdido espaço ou não ter conquistado a musculatura eleitoral necessária para disputar de igual para igual com estruturas pesadas que conspiram a favor de pré-candidatos como João Azevedo (ex-governador), Nabor Wanderley (ex-prefeito de Patos e pai do presidente da Câmara dos Deputados) e o próprio Veneziano Vital (atual senador e irmão de Vitalzinho, presidente do Tribunal de Contas da União).

O jogo é bruto e, nos bastidores da política estadual, ter uma boa história e um bom projeto não é suficiente para desbancar quem tem estrutura e poder de fogo. Nos bastidores, convencer e solidificar o apoio de alguns prefeitos que, ao que parece, querem pouca conversa e mais recursos para fortalecer as finanças de seus municípios é o grande desafio. Lamentavelmente, em alguns casos, o bolso do administrador municipal parece ser a principal parte a ser atingida por favorecimentos em determinados municípios da Paraíba.

No Alto Sertão, mais especificamente no Vale do Rio do Peixe, houve gestor que foi convidado a seguir esse trilho, mas disse não e continua, até hoje, honrando os compromissos assumidos. Para mim, isso é um ponto bastante positivo na vida de um político.

Em João Pessoa, o gestor municipal, que foi apoiado pelo ex-governador e pré-candidato ao Senado Federal João Azevedo, segundo os bastidores, já teria fechado com Veneziano e Nabor. Pergunto: cadê o voto de André Gadelha? Será que André virou apenas batedor de esteira de para Vital do Rego?

O modelo da política brasileira, sinceramente, não é para menino besta. Quem não avalia, não pergunta e não busca informações com quem tem experiência na vida pública geralmente acaba sendo atropelado pelo fisiologismo da política e pelos acordos de bastidores entre políticos e partidos.



Por Vicente Almeida