UM PAÍS DE GENTE HONESTA, MAS DOMINADO POR HOMENS DESONESTOS QUE NO CRIME NÃO SÃO EM NADA MODESTOS!

26/12/2025

Abismada, a nação brasileira ouve, escuta e observa o caso do Banco Master. Acostumados a ver as sentenças rigorosas de Alexandre de Moraes, componente do mais alto tribunal federal, o povo brasileiro vive o desespero de perceber que não há a quem recorrer além de Deus, pois a coisa aqui está complicada demais.

É bem verdade que já era de costume ouvir as peripécias corruptivas dos membros do Executivo e do Legislativo federal, mas juiz do Supremo Tribunal Federal fazendo lobby e jogo de influência? Sinceramente, a gente até desconfiava que pudesse existir, mas, da forma descarada como diz a imprensa nacional, o que está acontecendo com o ministro Alexandre de Moraes no caso do Banco Master passou da conta, mesmo para o todo-poderoso ministro do STF.

Valores milionários em contrato com dona Vivi, advogada e esposa do ministro, fizeram explodir uma verdadeira operação da imprensa investigativa para ver o que realmente havia para que o banqueiro Vorcaro pudesse oferecer tanto dinheiro ao escritório da esposa do ministro — três milhões e seiscentos mil reais por mês. E aí, de fato, o bicho ficou bem feio para se desviar das denúncias feitas contra o citado ministro, divulgadas por Malu Gaspar na destacada matéria de capa do O Globo, meio de comunicação de extensão nacional.

E agora, José? Ou melhor, Alexandre: quem usará o mesmo peso da caneta, igual ao seu, contra os possíveis culpados pelos jogos de influência que sua excelência teria utilizado tentando salvaguardar o Master diante do Banco Central?

Num país corrompido, onde muitos são abastecidos por programas sociais e o governo usa toda essa gente como suporte eleitoral, esse é apenas mais um caso cabeludo que alimenta a podridão dos corredores de Brasília, apesar de ter causado certa surpresa pela forma descarada usada como modelo.

O Congresso, que deveria tomar as providências necessárias e impedir essa situação desastrosa, é constituído, em boa parte, por criminosos que têm rabo preso pelos processos existentes no STF. O Executivo carrega a marca da corrupção, onde um presidente, depois de diversas sentenças em variados tribunais, é retirado das penalidades a ele atribuídas com um único objetivo: o de ser candidato em 2022, pois era o único que, mesmo enlameado pelo mensalão, pelo petróleo e pelos roubos em demais estatais, podia enfrentar Bolsonaro — segundo seus defensores, uma ameaça ao sistema corrompido.

E o povo honesto, em um país de bandidos, é quem paga o débito: imposto e mais imposto, salários achatados e o pequeno empresário sufocado por uma tributação que hoje é muito pesada e que, no ano que vem, vai tirar muita gente da atividade comercial.

Mas está tudo bem, pois, na dormência da ignorância, há uma só saída: acreditar que o futuro está logo ali e que os dias melhorarão, entregando a quem vive na luxúria os destinos de um país, em troca de esmolas, em vez de cobrar a obrigação de promover o desenvolvimento que favoreça a dignidade e a construção de uma sociedade bem mais equilibrada.

Penso — mas respeito os entendimentos contrários — que estamos à beira de um colapso financeiro, motivado pela corrupção e pela má gestão que tomaram conta desse país chamado Brasil.



Por Vicentinho Almeida